No Editorial, são discutidas as implicações da entrada em vigor do Acordo de Paris e das demais decisões tomadas na COP22, que aconteceu em novembro, em Marrakesh, Marrocos. 

Na edição de novembro do Boletim de Conjuntura Energética da FGV Energia, além das análises conjunturais do setor energético, três textos adicionais fazem importantes reflexões para a área. No Editorial, são discutidas as implicações da entrada em vigor do Acordo de Paris e das demais decisões tomadas na COP22, que aconteceu em novembro, em Marrakesh, Marrocos. A primeira coluna de opinião, escrita pelo professor da UFRJ, Amaro Pereira, e pela pesquisadora da FGV Energia, Mariana Weiss, analisa as novas políticas de eficiência energética no setor elétrico. Na segunda coluna de opinião, José Gutman, diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), discute quais são as atuais oportunidades no setor de petróleo e gás natural no país e a atuação da ANP para fortalecer esta trajetória de recuperação setorial.

A produção diária de petróleo em setembro de 2016 foi de 2.671 mil barris, 1% inferior à produção de agosto, que foi de 2.695 mil barris, e 11% superior à de setembro de 2015. A produção do pré-sal, oriunda de 66 poços, foi de 1.174,9 mil barris por dia de petróleo e 46,1 MMm³/dia de gás natural, totalizando 1.464,6 Mboe/dia. Segundo a U.S Energy Information Administration, a média de preços do óleo tipo Brent cresceu menos de US$ 1 por barril comparado à média de agosto, alcançando US$ 46,57 por barril. Este foi o segundo aumento consecutivo e a média já é a terceira maior do ano de 2016. Quanto ao preço dos principais derivados de petróleo, os valores de realização interna continuam superiores aos de referência internacional, com maior diferença nos preços do diesel e do óleo combustível.

Pelo sexto mês seguido, a produção nacional de gás natural teve crescimento, atingindo recorde histórico em setembro com uma produção total de 110,44 MMm³/dia. O consumo de gás natural teve um leve aumento de 0,82 MMm³/dia comparado ao mês anterior. Sobre as importações, houve aumento de 5,71% em relação ao mês anterior, impactada pelo aumento das importações por gasoduto. Embora o volume de queima tenha tido queda de 27,97% quanto ao mesmo período, a alta de 2,5 MMm³/dia no volume reinjetado gerou uma pequena alta na produção indisponível de gás natural no mês de setembro que, somado a alta produção nacional de gás, resultou em uma oferta de gás nacional de 54,58 MMm³/dia. Quanto ao consumo de gás natural, apesar das classes Industrial e Comercial terem tido ligeira queda, as demais registraram alta, sobretudo aquela parcela referente à classe de Geração Elétrica. Ao contrário do Henry Hub que apresentou aumento em seu preço , 2,97 US$/MMBTU, os preços do gás natural nos mercados da Europa e Japão apresentaram queda, 4,21 US$/MMBTU e 6,25 US$/MMBTU, respectivamente. Já no mercado nacional, enquanto o preço do gás no citygate sofreu aumento no mês de setembro, 6,12 US$/MMBTU, o preço do gás natural das distribuidoras para o setor industrial teve queda, alcançando o valor médio de 12,79 US$/MMBTU, e no PPT o preço se manteve constante a 4,06 US$/MMBTU.

No setor elétrico, a disponibilidade hídrica em todo Sistema Interligado Nacional (SIN), representada pela Energia Natural Afluente (ENA), aumentou 18,87%, com a chegada do final do período seco. A carga de energia do SIN aumentou 1,16%, na comparação mês a mês. A geração, seguindo a mesma tendência da carga de energia, aumentou 0,72%, com queda na geração eólica e elevação na hidráulica e térmica. A Energia Armazenada do SIN recuou 11,86%.

A geração total de energia elétrica registrou, em agosto de 2016, aumento anual de 1,79% e mensal de 2,41%. A geração térmica convencional apresentou redução anual de 23,78%, muito em função da queda anual de 27,32% da geração por térmicas a gás natural. A geração hidráulica teve aumento anual de 7,75% e a geração por fontes alternativas teve incremento anual de 10,88%, sendo a geração por fonte eólica a de maior destaque com aumento de 33,52% em relação ao mês de agosto do ano anterior. O consumo de energia elétrica na comparação anual apresentou crescimento apenas no setor residencial (1,56%). O setor industrial e o setor comercial, comparado a agosto de 2015, registraram, respectivamente, quedas de 0,91% e 3,47% no seu consumo de energia elétrica. No mercado livre, quase todos os setores aumentaram os seus consumos de energia em relação ao ano anterior, com exceção de Extração de Minerais Metálicos e Transporte. O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) médio mensal na comparação com o mês anterior cresceu nos subsistemas Sudeste/ Centro Oeste (SE/CO), Sul (S), Nordeste (NE) e Norte (N). Na comparação anual, todos apresentaram quedas: SE/CO teve redução de 26,90%, S de 28,94%, NE de 24,44% e N de 24,44%. Em relação à liquidação financeira referente a agosto de 2016, realizada em outubro, foram liquidados R$ 890 milhões dos R$ 2,44 bilhões contabilizados.

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