O levantamento inédito traz dados sobre previsão de receita, contingenciamento de despesas para o ano, contas a pagar, dívidas, população desempregada, entre outros. Os resultados da análise, produzida a partir de dados públicos oficiais e atualizados, foram apresentados no evento de 100 dias de governo da atual administração municipal.

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP) publicou, no dia 7 de abril, o estudo “O Rio em perspectiva: um diagnóstico de escolhas públicas”. O trabalho analisa a estratégia de desenvolvimento adotada nos últimos anos pelo Rio de Janeiro, tomado como exemplo de uma cidade que não aproveitou a janela de oportunidade para o desenvolvimento sustentável trazida pelos grandes eventos sediados na cidade.

O levantamento inédito, coordenado pelo diretor da DAPP, Marco Aurelio Ruediger, traz dados sobre previsão de receita, contingenciamento de despesas para o ano, contas a pagar, dívidas, população desempregada, entre outros. Os resultados da análise, produzida a partir de dados públicos oficiais e atualizados, foram apresentados, a convite da Prefeitura do Rio, no evento de 100 dias de governo da atual administração municipal, realizado também na última sexta.

Além das despesas herdadas de anos anteriores, a conjuntura fiscal atual traz uma série de outros desafios. O estudo aponta um descompasso entre o orçamento previsto e o que estará disponível para o município do Rio neste ano. Segundo as previsões realizadas em 2016, a prefeitura contaria com uma receita de R$ 29,5 bilhões no ano de 2017. No entanto, estimativas realizadas em março deste ano mostram que esse valor será bem menor, de R$ 26,3 bilhões. A diferença é, pois, de R$ 3,2 bilhões, ou ainda, 11% a menos do que o previsto.

Em suma, o levantamento mostra que o ano de 2017 já começou, para a município do Rio de Janeiro, com uma série de desafios fiscais: contas pendentes de pagamento, menos dinheiro em caixa, previsão de menor arrecadação e maior necessidade de gastos. Ao optar por políticas urbanas não sustentáveis, o Rio de Janeiro deixou de apoiar uma visão mais moderna de cidade e desperdiçou a janela de oportunidade que os investimentos para os grandes eventos trouxeram. Modelos alternativos, no entanto, são possíveis, desde que adotem políticas públicas que tratem de forma integrada suas dimensões econômica, social e ambiental e, com isso, ampliem as oportunidades de desenvolvimento da cidade e dos cidadãos.

O estudo completo está disponível no site.

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