O evento contou com pesquisadores, especialistas e profissionais do mercado para debater de que forma a tecnologia e a automação podem impactar positivamente a mobilidade em grandes centros urbanos.

O Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da Escola de Direito do Rio de Janeiro (FGV Direito Rio) realizou, no dia 11 de agosto, a Conferência “Tecnologia, Automação e o Futuro da Mobilidade”. O evento reuniu pesquisadores, especialistas e profissionais do mercado para debater de que forma a tecnologia e a automação podem impactar positivamente a mobilidade em grandes centros urbanos.

A palestra de abertura do evento foi ministrada pela professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Marta Gonzalez. Especialista em mobilidade urbana, ela abordou a temática “Tempo de locomoção, densidade e aplicativos de mobilidade: uma nova análise”. O estudo apresentado procurou demonstrar como o uso de big data pode auxiliar na mobilidade urbana.

De acordo com Marta, o telefone celular, com mais de 6 bilhões de usuários em todo mundo, pode ser um grande aliado nas questões de mobilidade. A professora explicou que as coordenadas enviadas pelos aparelhos auxiliam no mapeamento das vias mais utilizadas em determinados horários, o que permite que sejam traçadas rotas alternativas.

Já Angelo Leite, presidente da Serttel, falou sobre projetos inovadores de mobilidade na palestra sobre “Novos ambientes urbanos, inteligentes e compartilhados: bicicletas públicas, carros elétricos e estacionamentos inteligentes”. Ele apresentou algumas soluções que a empresa oferece para resolver problemas de mobilidade, como o sistema de compartilhamento de bicicleta, que somente no Rio conta com 260 estações e mais de 10 mil viagens por dia. Ele explicou que a empresa aposta agora no compartilhamento de veículos elétricos, projeto que está em fase de testes em Recife, local onde fica a sede da empresa.

A Conferência teve sequência com a mesa de debates sobre “Mobilidade Urbana – status e novas tendências", que analisou como as novas tecnologias estão melhorando as cidades e de que forma vão evoluir. O outro painel abordou os “Desafios Infraestruturais: redes sem fio”, que falou sobre a disponibilidade de redes móveis e o espectro não-licenciado para o uso em tecnologias que terão implicações para a mobilidade urbana.

A conferência debateu ainda a “Regulação e novas tecnologias – automação, privacidade e segurança”. O painel discutiu casos recentes enfrentados pelo judiciário relativos à privacidade e proteção de dados. A última mesa lançou um olhar para o futuro em um debate sobre que áreas de pesquisa impulsionarão o desenvolvimento dos transportes no Brasil.

Para o professor associado da FGV Direito Rio, Silvio Meira, os debates sobre o uso de tecnologia e automação para auxiliar na mobilidade urbana são importantes por reunir diferentes visões e estudos sobre o tema, uma vez que não há soluções óbvias para o problema, mas um conjunto de soluções. “Esses estudos que estão sendo feitos têm implicações não só no desenho de novos sistemas, novas infraestruturas, e novos serviços pra facilitar a mobilidade humana no ambiente urbano, mas também em problemas não triviais como segurança da informação, privacidade, proteção aos direitos dos usuários. Não se trata de uma coisa simples, de pegar os dados de todo mundo, analisar e apresentar uma solução do outro lado. Até porque não tem uma solução óbvia. O que existe é um conjunto de soluções que são sustentáveis dentro de um contexto na cidade”, explicou.

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