“Esse resultado é fruto de um trabalho de equipe, que há 20 anos, de forma extremamente motivada e pautada na defesa dos interesses nacionais, tem se dedicado a construir o sucesso da instituição”, diz o presidente da FGV, professor Carlos Ivan Simonsen Leal. 

A Fundação Getulio Vargas está entre os 10 melhores think tanks do mundo, de acordo com o Global Go To Think Tanks Rankings 2016, divulgado hoje pela Universidade da Pensilvânia. A FGV subiu quatro posições desde a última avaliação, em 2015, saltando do 13º para o 9º lugar. A instituição manteve-se como o melhor think tank da América Latina pelo oitavo ano consecutivo e também atingiu o topo de outra categoria bastante relevante: foi eleita o think tank mais bem administrado do mundo.

“Esse resultado é fruto de um trabalho de equipe, que há 20 anos, de forma extremamente motivada e pautada na defesa dos interesses nacionais, tem se dedicado a construir o sucesso da instituição”, diz o presidente da FGV, professor Carlos Ivan Simonsen Leal. Para ele, a conquista traz também um novo desafio: “Será difícil se manter lá entre os dez melhores, vai depender do andamento da economia brasileira. Agora, a batalha ficou mais feroz e difícil”.

Nesta classificação internacional, o professor chama atenção para a importância de se observar não só a posição da instituição no ranking, mas sua localização geográfica. “Ao Sul do Equador é muito pequeno o número de think tanks com musculatura para competir entre os melhores do mundo. A FGV se destaca apesar de estar no hemisfério Sul, apesar da crise brasileira, porque é seu dever fazê-lo. É uma exceção, algo muito especial”, ele pontua.

O presidente ressalta também que há grande diferença entre os orçamentos dos think tanks americanos, ingleses e alemães, por exemplo, que são robustos, frente aos dos think tanks ao Sul do Equador. “Os da nossa região são bem mais enxutos, o que limita as suas possibilidades de realização. É neste ponto que se justifica a visão daqueles que votaram na Fundação. Só conseguimos chegar ao grupo dos 10 melhores porque a FGV é o mais bem gerenciado do mundo, não só do ponto de vista administrativo, mas também estratégico”, conclui.

A FGV melhorou sua avaliação em oito das 23 categorias em que é nominada. Além da liderança na América Latina e o reconhecimento como instituição mais bem administrada do mundo, destaca-se o desempenho da Fundação nas categorias Políticas Sociais (9º lugar) e Nova ideia ou paradigma desenvolvido por um think tank (10º).

O ranking da Universidade da Pensilvânia é elaborado desde 2006 pelo Think Tanks and Civil Societies Program e considera quase 7 mil think tanks em todo o mundo. O material completo estará disponível em breve, no site do Global Go To Think Tank Index.

 

Sobre os think tanks

Os think tanks são organizações que conduzem pesquisas independentes, produzem engajamento em temas cruciais e desenvolve soluções inovadoras para problemas em áreas como economia, tecnologia, políticas públicas e sociais, política externa, políticas estratégicas, políticas de negócios etc.

O papel desses centros é analisar políticas públicas, resolver seus impasses, encontrar soluções, além de promover o progresso do saber e debates junto à sociedade.

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