O evento RH em foco teve como objetivo aproximar profissionais com membros da academia para criação de um comitê que possa preparar os novos profissionais às reais demandas do mercado de trabalho.

O Instituto de Desenvolvimento Educacional da FGV (IDE) reuniu, nos dias 11 e 12 de julho, alguns dos principais gestores de Recursos Humanos (RH) de São Paulo e do Rio de Janeiro para um debate sobre a importância estratégica da gestão de pessoas dentro das organizações. O evento RH em foco teve como objetivo aproximar profissionais com membros da academia para criação de um comitê que possa preparar os novos profissionais às reais demandas do mercado de trabalho.

Realizado no dia 11 de julho, o encontro em São Paulo reuniu diretores de RH de empresas como Eurofarma, Flexform, Bradesco, Serasa, IPSOS, ABRH Brasil, PwC, C&C, Brasil Pharma, Google, Votorantim Holding, Votorantim Cimentos e Klabin. No Rio de Janeiro, o evento contou com a participação de gestores da Amil, BR Malls, Chevron, Coca-Cola, Comitê Rio 2016, Bodytech, L’Oréal, Sebrae, Vivo, INPI, Bradesco Seguros, Vale, GSK, HStern, Subsea 7, Fundação Roberto Marinho, Farmoquímica, Transpetro e Mills Engenharia.

Segundo o diretor do FGV Management, Paulo Lemos, a participação de profissionais dessas empresas no comitê vai permitir a geração e desenvolvimento de conhecimentos sobre as demandas do mercado. “A formação do Comitê FGV – Executivos de RH é uma proposta da Fundação para gerar e desenvolver conhecimentos mais aprofundados, a fim de que estes possam ser oferecidos em nossos cursos de formação, como a graduação, até os cursos de formação de pós em todos os seus níveis”, destacou.

Tanto em São Paulo quanto no Rio, o evento foi conduzido por Leyla Nascimento (CEO da FIDAGH - Federación Interamericana de Asociaciones de Gestión Humana; presidente da ABRH - Associação Brasileira dos Profissionais de Recursos Humanos; e CEO do Instituto Capacitare). A especialista falou sobre as mudanças que estão ocorrendo no mundo e suas influências para a gestão de pessoas.

“O desafio do RH das empresas é se alinhar às transformações pelas quais passa o mundo atual. Há uma necessidade de sairmos de um mundo linear para uma gestão que agora envolve também decisões de risco”, destacou Leyla.

Após a apresentação, foi dado início ao debate entre os gestores. Eles avaliaram se o atual modelo de gestão de RH atende às demandas do mundo atual e de que forma a academia pode contribuir na formação dos profissionais para atender a essas necessidades. De uma maneira geral, os gestores citaram a capacidade crítica e criatividade; autoconhecimento e desenvolvimento humano; capacidade de gerenciar conflitos; e ética e valores como elementos-chave que devem ser desenvolvidos em um profissional.

Para Henrique Gonzalez (Comitê Rio 2016), é necessário que haja mudanças na forma de educar, pois a agenda de formação de lideranças, atualmente, é muito imediatista. Essa visão é compartilhada por Raissa Lumack (Coca-cola), que afirmou que há um grande hiato entre educação e o que se espera no mercado de trabalho, citando a necessidade de construir uma visão de longo prazo nas empresas. Lúcia Madeira (Fundação Roberto Marinho) também disse que o mundo empresarial é muito imediatista.

Bianca Bastos (BR Malls) frisou que 70% do aprendizado vem na prática e que os atuais modelos educacionais são muito teóricos. Evandro Julião de Almeida (INPI), por sua vez, enfatizou que muitas ideais inovadoras acabam não sendo postas em prática por conta da resistência dos CEOs às propostas apresentadas pelos gestores de RH. Outro ponto levantado durante o debate, por Claudia Marchi (Amil), foi a importância da gestão de talentos valorizando a cocriação. O professor Paulo Lemos reforçou essa importância de se criar um ambiente propício a isso.

“A FGV não quer ser aquela academia que de tudo sabia. Queremos ser relevantes, mas para fazer isso precisamos estar juntos. Aprender com vocês e vocês aprenderem conosco. Dividir os problemas. Para nós, essa experiência de cocriação é fundamental”, destacou o diretor do FGV Management.

O diretor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV (EAESP), professor Luiz Artur Ledur Brito, enfatizou a importância da FGV em se aproximar da prática empresarial. “É um desafio constante manter ativa a parte acadêmica de forma que ela possa corresponder às demandas exigidas pelo mercado. A EAESP tem conseguido isso por meio de seus 16 centros de estudos e pretende o mesmo com a criação do Comitê FGV – Executivos de RH”, disse.

Já o vice-diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV (EBAPE), professor Alvaro Cyrino, disse que as contribuições dos gestores de RH serão fundamentais para a adequação dos cursos. ”Esse encontro foi uma iniciativa muito feliz. Queremos reformar em muitos aspectos, repensando até mesmo nosso curso de graduação”, concluiu.

Confira o álbum de fotos do evento realizado em São Paulo e Rio de Janeiro

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