A FGV Projetos lança nesta quarta-feira, em Brasília, o Fundo Nacala – acordo de cooperação trilateral entre Brasil, Japão e Moçambique que irá contribuir com o desenvolvimento do corredor de Nacala, região ao norte Moçambique. O projeto é uma iniciativa inédita promovida pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), FGV, Japan Internacional Cooperation Agency (JICA), Embrapa, Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Moçambique, Ministério de Agricultura da República de Moçambique (MINAG), e 4I.GREEN, consórcio brasileiro de especialistas nesse tipo de negócio, sob responsabilidade do diretor Cesar Cunha Campos e do coordenador de projetos Cleber Guarany.
 

O foco do programa é desenvolver e transformar a região do corredor de Nacala em Moçambique em um importante pólo produtor, pois “ela possui excelentes condições para produção de alimentos e energia. Paradoxalmente, é a região do mundo com mais falta de energia e de alimentos", enfatiza Cesar Cunha Campos, Diretor da FGV Projetos.
 

O Fundo Nacala está alinhado às estratégias de atração de investimentos privados do programa ProSAVANA-JBM, realizado no âmbito de cooperação trilateral entre Japão, Brasil e Moçambique e segue as diretrizes do Plano Diretor para o Desenvolvimento da Agricultura do Corredor de Nacala (ProSAVANA-PD). A gestão técnica será da FGV Projetos em conjunto com o 4I.GREEN. O intuito é atrair investimentos que promovam o progresso social, ambiental e econômico de Moçambique a partir do desenvolvimento do agronegócio e da produção de alimentos na região e de toda a cadeia produtiva envolvida neste processo.
 

Em conjunto com GV Agro e organismos de cooperação multilaterais, a FGV Projetos trabalha desde 2006 na construção de modelos sustentáveis e inovadores que ajudem o desenvolvimento dos países situados na região tropical do planeta, o chamado Tropical Belt. A FGV entende que tais projetos são uma poderosa ferramenta para alavancar economias, principalmente no que tange à geração de riqueza e distribuição de renda.
 

Roberto Rodrigues, coordenador do GV Agro, lembra que “diversos países têm interesse em receber know-how brasileiro na produção, em transferir o conhecimento brasileiro em agronegócio e de experiências como os programas Procerrado e Prodecer, pois detemos mais conhecimento sobre a produção de culturas tropicais do que qualquer outro país do mundo. E a África tem interesse em dinamizar economias locais e viabilizar investimentos para reduzir a dependência das importações de combustíveis fósseis e alimentos".
 

O seminário de lançamento reunirá representantes governamentais dos três países, além de organismos internacionais de cooperação e instituições diretamente ligadas ao tema.