O evento reuniu especialistas e representantes de importantes empresas que atuam direta e indiretamente nesse mercado.

Um amplo debate sobre as principais questões que permeiam o setor energético no país. Assim pode ser classificado o VI Seminário sobre Matriz e Segurança Energética Brasileira, realizado no dia 1º de dezembro pela FGV Energia, com patrocínio de Eletrobras Furnas, Itaipu, United Airlines, Shell, Enel e Wärtsilä. O evento reuniu especialistas e representantes de importantes empresas que atuam direta e indiretamente nesse mercado.

Na ocasião, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, enviou um vídeo que foi apresentado na abertura do evento. “É extremamente oportuno poder ter um momento de reflexão com as grandes cabeças do setor elétrico do nosso país para que possamos pensar em expansão e na segurança do setor elétrico energético brasileiro, respeitando as legislações em vigor, mas sem abrir mão daquilo que nós temos direito, que é garantir a segurança e a energia para o desenvolvimento do nosso país”, destacou.

Durante o evento, o presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Júnior, falou sobre a construção de duas usinas no rio Tapajós, no Pará – a de São Luiz do Tapajós e a de Jatobá – que somadas representariam um ganho de 10.300 megawatts (MW) que podem agregar capacidade para a empresa a partir de 2022. Citou também que, em ambos os projetos, a questão das licenças ambientais ainda precisa ser solucionada. O executivo falou ainda que o estoque de novos projetos da estatal chega a 21 mil MW, o equivalente a 14% da capacidade instalada atualmente.

Sobre o licenciamento ambiental da usina de Tapajós, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata, disse que é preciso reformular os estudos para atender às exigências ambientais. “Vamos trabalhar para defender Tapajós, para esclarecer à sociedade que, a despeito das críticas dos ambientalistas, ela é boa para o Brasil, para a sociedade, para a economia, mas sobretudo, para as regiões onde vai ser instalada. Não é razoável renunciar a esse potencial”, declarou.

Já o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Augusto Barroso, afirmou que o projeto das megahidrelétricas deve ser estudado com mais cautela e que prefere apostar em usinas de menor porte, com potencial de geração entre 400 e 700 MW.

O evento também debateu questões como planejamento, regulação e segurança energética, além do papel do consumidor e as demandas da sociedade e o fortalecimento da expansão do Sistema Elétrico Brasileiro (SEB), o mercado de petróleo e gás e suas perspectivas, as novas tecnologias, o reposicionamento dos operadores no Brasil e as respostas às demandas de sustentabilidade a partir da COP 21. Por fim, houve um debate sobre como a tecnologia e a sociedade vão influenciar a demanda de energia no século XXI.

Além de pesquisadores e professores da FGV, o evento contou com a presença representantes da ABRADEE, ANEEL, ANP, BNDES, CEMIG, ELETROBRAS, EPE, FIRJAN, FURNAS, GE, Governo do Estado, IBM Brazil, IBP, MME, ONS, PETROBRAS e SHELL.

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