No boletim de julho, o editorial escrito por Ieda Gomes (consultora da FGV Energia), discute os potenciais impactos do BREXIT nos cenários globais de energia.

A edição de julho do Boletim de Conjuntura Energética da FGV Energia discute, em seu editorial, escrito por Ieda Gomes (consultora da FGV Energia), os potenciais impactos do BREXIT nos cenários globais de energia. A coluna de opinião, escrita por Cícero Bley Jr. (Presidente da Associação Brasileira de Biogás e Biometano), aborda a energia local como medida para o desenvolvimento sustentável local.

A produção diária de petróleo em maio de 2016 foi de 2.570 barris, 11% superior à produção de abril, que foi de 2.290 bbl/dia, e 2% superior à de maio de 2015. A produção do pré-sal, oriunda de 57 poços, foi de 928,9 Mbbl/d de petróleo e 34,5 MMm³/d de gás natural, totalizando 1.145,9 Mboe/d. Segundo a U.S Energy Information Administration, a média de preços do óleo tipo Brent aumentou US$ 5 por barril (/b) em relação à média de abril, alcançando US$ 47/b, que é a maior média desde outubro de 2015. Em relação ao preço dos principais derivados de petróleo, os preços de realização interna continuam superiores aos de referência internacional, mesmo com o aumento no preço da commodity petróleo – exceto para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) residencial.

A produção nacional bruta de gás natural no mês de maio continuou sua trajetória de crescimento, após queda observada no mês de março, registrando uma produção de 99,81 MMm³/dia em média. O cenário também foi favorável em relação à oferta de gás nacional ao mercado, atingindo uma alta de 3,12 MMm³/dia no mês, foi registrado uma oferta total de 51,08 MMm³/dia. Já em relação ao consumo, o quadro foi de queda de 5,97% em relação a abril, registrando o valor mais baixo no período de doze meses, de 72,62 MMm³/dia. Como consequência do aumento da produção nacional e queda do consumo, a importação de gás natural totalizou o montante de 26,76 MMm³/dia, valor mínimo no período de doze meses, o que representa uma queda de 19,54% em relação ao mês anterior. Em relação ao preço do gás natural distribuído ao consumidor industrial, ao contrário da trajetória de alta que vinha sendo observada nos três últimos meses, o preço do gás natural no mês de maio registrou forte queda, sendo distribuído a preços entre 8,76 US$/MMBTU e 10,30 US$/MMBTU. Já para a distribuidora, o preço do gás nocitygate continuou sendo comercializado a 5,94 US$/MMBTU. Também no cenário internacional, exceto para o mercado americano, com o Henry Hub subindo 0,80% no mês, com o gás cotado a 1.92 US$/MMBTU, houve queda nos mercados do Japão e da Europa, atingindo seus valores mínimos no período de doze meses, de 4,04 US$/MMBTU e 6,25 US$/MMBTU, respectivamente.

No setor elétrico, a disponibilidade hídrica do Sistema Interligado Nacional (SIN), representada pela Energia Natural Afluente, cresceu 1,1% em relação a maio de 2015, devido aos resultados positivos verificados na Região Sudeste. Em junho, a média de Longo Termo (MLT) do Sudeste alcançou 120%, sendo isso positivo uma vez que esta região possui a maior capacidade de armazenamento hidráulico. A geração de energia em todo o SIN na comparação mensal se manteve relativamente estável, com destaque para a energia eólica que aumentou 14% pela proximidade do período de maior ocorrência de ventos. A Energia Armazenada de todo o sistema recuou 2,63% com o fim do período de chuvas, porém apresentou um aumento de 37,96% em relação ao ano hidrológico anterior.

A geração total de energia elétrica sofreu, em abril de 2016, aumento anual de 6,53% e mensal de 0,78%. A geração térmica convencional apresentou redução anual de 33,81%, muito em função da queda anual de 44% da geração por térmicas a gás natural. A geração hidráulica teve aumento anual de 14,56%, muito em função das Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) que tiveram um aumento anual de 23,54%. E a geração por fontes alternativas teve incremento anual de 42,21%, sendo a geração por fonte eólica a de maior destaque com aumento de 135,30% em relação ao mês de abril do ano anterior. O consumo total de energia elétrica também sofreu aumento de 5,75% na comparação anual, em quase todos os setores, com exceção de Químicos, Madeira, Papel e Celulose, Veículos e Extração de Minerais Metálicos. O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) médio mensal teve aumento em todos os subsistemas na comparação com o mês anterior. Na comparação anual, todos apresentaram quedas: Sudeste e Centro-Oeste tiveram redução de 88,36%, Norte teve redução de 64,46% e Nordeste teve redução de 37,17%. Em relação à liquidação financeira referente a abril de 2016, realizada em junho, apenas R$ 830 milhões de R$ 3,2 bilhões foram contabilizados.

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