O Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 2,1% entre junho e julho de 2012, na série com ajuste sazonal ao passar de 123,1 para 120,6 pontos. Após a quarta queda consecutiva, o índice chega ao menor patamar desde os 116,2 pontos de agosto de 2009. O resultado confirma o quadro de desaceleração no nível de atividade no setor.
 

A queda do ICS foi influenciada tanto pela percepção do setor em relação ao momento atual, quanto pelas expectativas para os próximos meses. A diminuição do grau de satisfação dos empresários em relação ao momento presente levou o Índice da Situação Atual (ISA-S) a uma queda de 2,4%, mais suave que a observada em junho (2,7%). O indicador atingiu 106,0 pontos, o menor desde outubro de 2009 (105,3). O Índice de Expectativas (IE) recuou 1,7% em julho, para 135,2 pontos, o menor desde julho de 2009 (132,3).
 

O quesito que mede o grau de satisfação em relação à Situação Atual dos Negócios foi o que mais contribuiu para a queda do ISA-S entre junho e julho: o indicador recuou 3,9%, ao passar de 115,8 para 111,3 pontos. Das 2.814 empresas consultadas, 27,7% avaliam a situação atual como boa contra 28,5% no mês anterior; a parcela das que a consideram ruim saltou dos 12,7% em junho para 16,4% em julho, maior percentual desde os 20,1% de agosto de 2009.
 

O indicador que mede as expectativas do empresariado quanto à tendência dos negócios nos seis meses seguintes foi o que mais influenciou na queda do IE-S, com um recuo de 2,1%, para 137,0 pontos, o menor patamar desde julho de 2009 (133,3). A proporção de empresas prevendo melhora diminuiu de 46,0% para 43,4%, enquanto a parcela das que esperam piora ficou praticamente estável, ao passar de 6,0% para 6,4% do total.
 

De modo geral, os indicadores sinalizam que o setor mantém um ritmo moderado no início do terceiro trimestre, sobretudo em virtude da desaceleração da demanda percebida.