Dos 20 itens analisados pelo estudo, 14 registraram alta acima da inflação, com destaque para preservativos e lubrificantes, que registrou avanço de 10,47%. Apesar de estar ligeiramente acima do IPC, a inflação do carnaval desacelerou em relação a 2016, quando a alta foi de 12,74%.

Cair na folia pode pesar no bolso dos foliões. O preço dos produtos mais consumidos no carnaval teve alta ligeiramente superior à inflação registrada nos últimos 12 meses, mostra levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (IBRE). O estudo aponta uma alta de 5,25% ante os 5,04% registrados pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

Quem for curtir a folia longe de casa vai pagar mais caro. O item passagens aéreas foi o que apresentou a maior alta do período, com avanço de 15,23%. Em contrapartida, tarifas de ônibus interurbano (alta de 4,87%), gasolina (0,42%), gás natural veicular (0,16%) tiveram alta abaixo da inflação. Custos com hotel (-2,10%) e excursão e tour (-2,26%) apresentaram recuo e estão mais em conta do que no ano passado.

Também estará mais caro se refrescar na folia. O pessoal que prefere tomar um suco de frutas na lanchonete (alta de 8,36%) ou os foliões que não dispensam uma cerveja ou o chopp no barzinho (alta 7,87%) terão que pagar mais caro. Todos os itens apresentaram alta acima da inflação. Até mesmo o cafezinho (alta de 10,16%) ficou mais caro. Os que preferem comprar suas bebidas no supermercado também terão que estar preparados. Refrigerante e água mineral (10,16%), cerveja (7,80%) e bebidas destiladas (6,17%) também registraram avanço acima do IPC.

Dos 20 itens analisados pelo estudo, 14 registraram alta acima da inflação, com destaque para preservativos e lubrificantes, que registrou avanço de 10,47%. Apesar de estar ligeiramente acima do IPC, a inflação do carnaval desacelerou em relação a 2016, quando a alta foi de 12,74%.

O economista do IBRE, André Braz, participou do Bate Papo FGV nas redes sociais e falou um pouco sobre o estudo. Confira abaixo:

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